Obesidade e Alzheimer

Um estudo desenvolvido pela Universidade da Califórnia Los Angeles (UCLA) e pela Universidade de Pittsburgh, recentemente publicado pela revista "Human Brain Mapping", mostra que pessoas obesas de idade avançada tinham em média 8% menos tecido cerebral do que as com peso normal. Da mesma forma, os adultos mais velhos e com sobrepeso tiveram 4% menos tecido cerebral comparadas aos de peso adequado.

Segundo o professor de neurologia da UCLA e autor do estudo, Paul Thompsom, isso é uma perda significativa de tecido, que leva a diminuição as reservas cognitivas levando os afetados a um maior risco de desenvolver Alzheimer e outras doenças neurodegenerativas.

Ao analisar tanto a "matéria cinza" como a "matéria branca" do cérebro, refletidas nas imagens cerebrais, os cientistas notaram que as pessoas obesas (IMC maior que 30) apresentavam menos tecido cerebral nos lóbulos frontal e temporal, áreas do cérebro que são essenciais para o planejamento e para a memória. Ainda apresentavam menos massa na parte anterior da circunvolução cingulada, área da parte média do cérebro, conhecida comumente como cíngulo, a qual é ligada à funções de atenção e execução. As imagens também mostravam alterações no hipocampo - situado no lóbulo temporal e que se relaciona com a memória de longo prazo, e os gânglios basais, que se relacionam com a função do movimento.